// //



WWW.COMPENDIO.COM.BR

A DIFERENÇA PRAGMÁTICA ENTRE COVARDES E ACOVARDADOS

Eles estão entre nós! O que fazer?

A covardia é algo que perpassa gerações. Ela sempre esteve presente em diferentes lutas no decorrer da história.

A palavra é forte e causa perplexidade, divide pessoas e gera inimizades. Está relacionada a quem age com temor diante de alguém ou de algo, refere-se a quem não apresenta valentia alguma. Em muitas situações é sinônimo de egocentrismo, associada aqueles que só conseguem agir em interesse próprio, muitas vezes de forma até agressiva, nunca em prol do bem comum, ou do seu próximo.

Na prática é possível observar uma sutil diferença entre covardes e acovardados. Acovardado é uma condição temporal, daqueles ou daquelas que por forças das circunstâncias, vítimas da opressão e repressão perdem temporariamente sua coragem, ou manifestam desanimo em lutar, seja por desilusão ou medo.

O covarde é uma categoria a parte. Sua condição não é temporal. Ninguém decide ser covarde a partir de um determinando momento da vida. Não se trata de uma escolha, se trata de uma condição permanente. Aquele ou aquela que tem essa característica, a tem porque já nasceu com ela. O covarde teme a própria sombra e , ainda que tente se mostrar corajoso, vive abalado por dentro, amargando diferentes tipos de frustrações, num vazio absoluto, impossível de ser preenchido. Em suma, ninguém é covarde porque quer ser, mas sim porque já nasceu covarde.

Eles estão entre nós! Sempre estiveram! Mas, nem tudo é treva. Diferente do que muitos pensam, os covardes não são todos iguais. Dá até para classificá-los em subcategorias como, por exemplo, “covardes do tipo A” e “covardes do tipo B”.

Os “covardes do tipo A” apresentam uma peculiaridade distinta e singular. Eles sabem que são covardes, tem consciência da sua condição. Um “covarde do tipo A” é aquele que diz admirar a coragem de outrem, ao mesmo tempo que se diz incapaz de tê-la. Não costumam representar um risco para o grupo. Por via de regra, são sinceros sempre que manifestam sentimento de apreço pela coragem que não possuem. Nunca será possível esperar muito deles, estarão sempre no limite de si mesmos. Não são movidos pelo egoísmo, porém pelo medo. Muitos podem até ser levados para casa e chamados de meu amor.

Já os “covardes do tipo B”, representam a máxima da covardia! Diferentemente dos “covardes do tipo A”, eles não tem consciência da sua condição, ou seja, não sabem que são covardes, ou não se julgam covardes. Para eles, o problema está sempre nos outros, nunca neles mesmos. Um “covarde do tipo B”, é aquele que bate na própria mãe, mas não porque ele é ruim, e sim, porque ela "mereceu" apanhar. Ele começa batendo na mãe, depois na esposa, até ao ponto de fazer valer ao máximo a sua condição natural espancando a própria prole. Sempre com o sentimento de que está fazendo a coisa certa. Muitos vivem disfarçadamente, tentando controlar seus ímpetos. São extremamente falsos, com pré disposição em “apunhalar pelas costas”, muitas vezes difíceis de serem identificados, oscilando entre um comportamento agressivo e manso, conforme a conveniência do momento. Representam um risco para o grupo, por serem movidos pelo egoísmo e nunca agirem em prol do bem comum. Em comum com os “covardes do tipo A”, eles compartilham do medo, pois vivem assombrados por “demônios” numa condição de gatinhos assustados disfarçados de tigres. Costumam confundir sinceridade com falta de educação, sempre assumindo uma posição mesquinha frente aos desafios. Deles, só se pode esperar o pior.

A única salvação que existe para um “covarde do tipo B” é conversão. No caso, conversão para um “covarde do tipo A”, visto que sua condição de covarde é permanente. Seja do “tipo A” ou do “tipo B”, um covarde já nasceu assim e morrerá assim.

Uma vez sabendo que eles sempre estiveram, estão e sempre estarão entre nós, convém uma visão mais antropológica do homem para conhecer o ser (des)humano no seu sentido mais lato, que englobe origens e evolução. Tais cuidados podem prevenir perigos, evitar desconfortos, minimizar descontentamentos e até mesmo salvar uma vida.

Por Kelvin Lichit, 25/06/2019.




Governador do Paraná apresenta proposta e greve é suspensa para avaliação dos servidores.

Greve dos servidores no Paraná ganha força e reúne 30 mil nas ruas de Curitiba.

Diretores e diretoras de escolas estaduais do núcleo de Loanda/PR manifestam apoio a greve dos servidores em carta aberta.

Cai por terra argumento de Ratinho Junor de que a greve era apenas de sindicalistas.

Assembleia estadual da APP-Sindicato aprova greve a partir do dia 25 de junho.

Ministétio Público diz que capitalização na previdência é inconstitucional.

Em carta o Papa Francisco se solidariza as duras provas pelas quais o ex presidente Lula tem passado.

Para a CNBB Reforma da Previdência sacrifica os mais pobres

Greve da Educação no dia 15 de Maio contra a reforma da previdência.

Leia mais...
Leia mais...